Organiza?ons sociais argentinas reclamam compar?ncia de Manuel Fraga pola guerra suja da Triplo A

Duas entidades sociais de defesa dos direitos humanos em rela?om ?s actividades de terrorismo de estado na Argentina da d?cada de 70 ped?rom que o ex-presidente da Junta da Galiza e ex-ministro franquista Manuel Fraga seja levado a tribunal para depor sobre as actividades terroristas da organiza?om de extrema-direita argentina Triplo A.

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Triplo A ? o nome com que se conhece popularmente a Alian?a Anticomunista Argentina, organiza?om criada ilegalmente por inst?ncias governamentais para eliminar fisicamente militantes da esquerda revolucion?ria no pa?s sul-americano. A organiza?om, dirigida polo ministro Jos? L?pez Rega, do Governo de Juan Domingo Per?n, matou umhas 1.500 pessoas entre 1973 e 1975, o que d? ideia da dimensom das actividades de guerra suja na Argentina naqueles anos, onde o governo peronista financiava as actua?ons da Triplo A.

Rodolfo Almir?n: Da Triplo A a Montejurra e guarda-costas de Fraga

As entidades sociais argentinas reclamam que a justi?a do seu pais aproveite a presen?a do franquista e presidente-fundador do PP Manuel Fraga para que d? explica?ons sobre a “p?blica e not?ria” liga?om de Fraga e o ex-pol?cia argentino Rodolfo Almir?n, detido no passado m?s de Dezembro polo seu envolvimento nas actividades da Triplo A. Rodolfo Almir?n, al?m de pol?cia e membro da organiza?om de sic?rios de extrema-direita, foi durante anos guarda-costas pessoal de Manuel Fraga, a in?cios da d?cada de 80 e, estando demonstrada a sua presen?a em 1976 na matan?a de bascos no monte de Montejurra.

Previamente, a chegada da ditadura militar de Videla na Argentina tornou desnecess?ria a continuidade da Triplo A no pa?s, pois f?rom directamente as for?as armadas que se encarreg?rom nos anos seguintes do assassinato e desapari?om de militantes da esquerda argentina.

Elementos da Triplo A abandon?rom o pa?s em direc?om ? Europa e Rodolfo Almir?n integrou-se nas actividades terroristas da extrema-direita espanhola, especialmente activa logo a seguir ? morte de Franco. Existem registos gr?ficos da presen?a de Almir?m em Montejurra, onde dous bascos morr?rom a tiro quando participavam na tradicional marcha carlista a esse monte, em 1976, com Fraga a cargo do Minist?rio da Governa?om. A senten?a judicial por aqueles factos constatou a participa?om de ex-membros da Triplo A argentina, junto ? Fuerza Nueva, Guerrilleros de Cristo Rey, Batall?n Vasco-Espa?ol e Internacional Fascista Italiana.

Nos anos seguintes, Rodolfo Almir?m receberia a cidadania espanhola como pr?mio aos seus servi?os ? extrema-direita pr?-franquista e exerceria de guarda-costas pessoal do principal l?der desse segmento ideol?gico-pol?tico: Manuel Fraga.

CIG tamb?m aderiu ao pedido

Parece, pois, razo?vel o pedido das organiza?ons sociais argentinas para que, aproveitando a presen?a de Fraga na Argentina para fazer campanha do PP entre a emigra?om galega, d? explica?ons sobre o seu envolvimento na hist?ria do terrorismo fascista argentino.

J? no passado m?s de Janeiro, a CIG pediu Fraga fosse levado a tribunal, revelando que Rodolfo Almir?n, a soldo do l?der da direita espanhola, continuou a receber folhas de pagamento algum tempo depois de j? ter deixado de trabalhar oficialmente para Fraga. A CIG lembrou que Fraga nom ? o ?nico dirigente do PP bem relacionado com Almir?n, e que o actual presidente da C?mara Municipal de Madrid, Alberto Ruiz Gallard?n, foi advogado dele, o que recomendaria que tamb?m ele fosse obrigado a depor em rela?om ao processo que se segue contra o terrorista argentino.

Por?m, o estado de sa?de da suposta “democracia” bourb?nica espanhola indicia que, nem um, nem outro, ser?m obrigados a dar explica?ons sobre as suas boas rela?ons com carrascos do fascismo argentino.

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