MANDA CARALHO!

2006/11/10

Guardas civis advirtem ?crescente recha?o social? contra os corpos repressivos do Estado na Galiza e declaram-se ?odiados?

www.ceivar.org??

A Guarda Civil espanhola destacada na Galiza continua a fazer declara?ons chamativas. Se o passado dia 6 informavamos da negativa dos agentes ligados a UFGC a interactuar com cidad?ns e cidad?s galegas que empreguem a l?ngua nacional, onte era a associa?om corporativa ?Asociaci?n Independiente de la Guardia Civil? (ASIGC) quem chamava a endurecer a repressom contra a mocidade galega, afirmava estar acossada e vinculava a drogadi?om com determinadas ?op?ons e projectos pol?ticos?.

A senten?a do Julgado do Penal n? 4 de Crunha que condena seis jovens galegos por m?ltiplos delitos de lesons e dous atentados contra seis agentes da for?a de ocupa?om ? a fa?sca que fai saltar as declara?ons dos militares. Os incidentes referidos ocorr?rom na Ponte do Porto (Costa da Morte) em 29 de Junho de 2001 quando jovens da localidade importunad@s por efectivos do instituto armado no seu tempo de ?cio respond?rom violenta e maci?amente ? utiliza?om de armas de fogo polos agentes.

Queremos lembrar ao respeito que 5 meses ap?s o enfrentamento entre @s jovens da Costa da Morte e a for?a ocupante, esta ?ltima filtrara ao di?rio ultradireitista ?El Correo Gallego? um informe interno em que constatava a exist?ncia dumha difusa rebeliom social na Galiza contra a presen?a do instituto armado. Assi, reconhecia, por exemplo, que nos dez primeiros meses do ano produziram-se na CAG mais de 200 agressons, desobedi?ncias graves e resist?ncias contra os agentes espanh?is e 169 galeg@s foram detid@s por estes motivos.

?Reflexons?

Os sucessos da Costa da Morte, recentemente sentenciados, assi como a ?normalidade? com que em diferentes comarcas do Pa?s se produzem agressons m?tuas entre agentes e popula?om, deu para a ASIGC fazer umhas ?reflexons? de pretensons gerais que apenas podem ser qualificadas de esperp?nticas. Come?am os guardas civis por acusar o PSOE de nom ter ?sensibilidade perante os requerimentos das v?timas do terrorismo? e acusa o partido espanhol de promover ?montagens nos meios de comunica?om acusando a guardas civis pola ac?om dum delinquente [sic] que faleceu no quartel da Guarda Civil de Roquetas? e ?nom condenar as ac?ons violentas dos jovens em Camarinhas?.

Reconhecendo que factos como os da Ponte do Porto se repet?rom ?em diversas ocasions noutros lugares da Galiza? como produto da pressom policial, o instituto armado afirma que ?som consequ?ncia dum crescente recha?o que certos sectores sociais da Galiza promovem contra a exist?ncia das For?as de Seguran?a do Estado e principalmente da Guarda Civil?. Embora, som incapazes de explicar as causas desse estendido recha?o e acham que a sua origem ? ?favorecer interesses pol?ticos que aconselham a cria?om dumha Pol?cia Auton?mica? [sic].

Continuando o ?razonamento?, a ASIGC assegura que ?estas ideologias? penetram nas ?festas e lugares de ?cio? em que participa juventude galega para ?consumir ?lcool, mas tamb?m droga?. A constante vigil?ncia e a pressom policial da Guarda Civil sobre estas ?festas e lugares de ?cio? provocaria segundo a organiza?om armada espanhola os enfrentamentos entre jovens e militares ?at? o ponto de crueldade e ?dio que muitas vezes demonstr?rom?.

Solicitam mais repressom
contra a juventude na Galiza

Tr?s constatar o problema operacional que para a for?a de ocupa?om supom a ?dissemina?om dos munic?pios? e representar a mocidade como ?umha multidom de jovens em festa, alterados polo consumo de droga, ?lcool e m?sica de alto volume?, a AUGC chama a refletir ?sobre o rumo que estamos dando ?s novas gera?ons, com a permissividade de certas condutas perniciosas?. A l?gica da associa?om leva a reclamar ?mais aten?ons (…) para os agentes das For?as de Seguran?a, que em definitiva som os peares em que se sost?m a estabilidade dum pa?s? (!!!).

?Queremos fazer ver que utilizar os jovens na Galiza como catapulta de determinada op?om pol?tica, pode derivar na cria?om de grupos (…) que conhecemos como proetarras?, afirma a AUGC. Finalmente, os guardas civis declaram sem interrogar-se pola natureza da organiza?om armada de que fam parte que ?as op?ons e projectos pol?ticos, nom podem estender-se numha sociedade, utilizando formas violentas?.

Advert?ncia a navegantes

As afirma?ons dos agentes do corpo repressivo, al?m de retratar um mundo do rev?s em que a v?tima se transforma em verdugo, som umha convocat?ria expl?cita a apertar a porca da repressom contra a juventude e as suas ?festas e lugares de ?cio? na linha do que fai a Pol?cia espanhola nos n?cleos urbanos do Pa?s. O assalto e expropria?om de locais sociais e a deten?om e processamento de 13 militantes e colaborador@s da AMI realizados h? agora um ano pola Guarda Civil poderiam ser, se calhar, o in?cio do novo menu repressivo em que ?certas condutas perniciosas? nom se restringem j? a certas ?op?ons e projectos pol?ticos?, mas se estendem a umha mocidade que deve correger ?o rumo? de modo maci?o por meio da viol?ncia e a repressom policial.

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