????????????????
ARTIGO DE IGOR LUGRIS SOBRE A GALIZA IRREDENTA

http://www.nosgaliza.org/principal.php?pag=lernot&id=1044

Reproduzimos polo seu interesse e actualidade um artigo de opiniom do Igor Lugris,??e que sae publicado no jornal Galicia-Hoxe e no portal galego Vieiros.

A Galiza irredenta tamb?m existe!

A defesa da galeguidade das terras situadas al?m dos limites geogr?ficos que o Estado espanhol marcou para a Galiza, quando menos desde 1833 (ano da divisom administrativa provincial de Javier de Burgos, ainda em vigor, que supujo a parti?om quadriprovincial da Galiza, e a perda de territ?rios na faixa oriental da nossa na?om), ? umha constante para o nacionalismo e o independentismo galego. Desde a Sociedade Nacionalista Pondal na Argentina e o conjunto dos arredistas galegos do ex?lio e a emigra?om, at? a Gera?om N?S, o Partido Galeguista, e o nacionalismo que se recompom depois do levantamento fascista de 1936, todas as correntes, passadas e presentes do nacionalismo e o independentismo, reivindicam, com maior ou menor ?nfase, com mais ou menos for?a, a galeguidade das terras que hoje ficam fora da Comunidade Aut?noma Galega, sob administra?om asturiana ou castelhano-leonesa. N?S-Unidade Popular fai parte dessa tradi?om, recolhe-a, actualiza-a e tenta, sendo conseq?ente e na medida das suas possibilidades, realizar um trabalho pol?tico que ponha na ordem do dia pol?tica a questom da territorialidade.
Que um peri?dico de Samora crie, artificialmente, umha pol?mica a partir do ?descubrimento? (tardio) do mapa da nossa Na?om elaborado por N?S-UP, e desconhe?a os factos que venho de relatar, nom causa surpresa. Ao fim e ao cabo, o desconhecimento da Hist?ria das Na?ons que ainda hoje o Estado espanhol mant?m abaixo da sua bota ? o alicerce fundamental sobre o qual ? constru?da a ?Hist?ria de Espanha?. Causa surpresa ? que meios de comunica?om galegos recolham essa not?cia, alimentem a pol?mica e dediquem p?ginas e minutos a partir de um profundo desconhecimento da Hist?ria da Galiza.
Profundo desconhecimento que ignora, consciente ou inconscientemente, que ainda en 1821 existia umha proposta formal de incorpora?om definitiva do Berzo ? Galiza; que a Carta Geogr?fica de Domigos Font?m, de 1834, inclui dentro da Galiza a faixa oriental galeg?fona dos territ?rios do Eu-N?via, ?bias, o Berzo, a Cabreira, e a Seabra; que o primeiro livro do Rexurdimento liter?rio da Galiza, ?Ensayos po?ticos?, foi escrito e publicado no Berzo, por Ant?nio Fern?ndez y Morales, l? por 1861, em que o autor recolhe a problem?tica da identidade ling??stico-cultural, mas tamb?m pol?tico-administrativa do Berzo; que o Anteprojecto de Estatuto de Autonomia elaborado polo Semin?rio de Estudos Galegos em 1931, assim como o Projecto de Estatuto que se aprova na Assembleia de Concelhos galegos decorrida em 1932 em Compostela, assim como o Estatuto definitivamente aprovado polo povo galego em 1936, recolhiam que se poderiam ?agregar ? Galiza qualquer territ?rio limitrofe de caracter?sticas hist?ricas, culturais, econ?micas e geogr?ficas an?logas, mediante os requisitos que as leis gerais estabelerecerem?.
Ainda mais grave ? desconhecer que o Projecto de Estatuto elaborado em Abril de 1978, conhecido como o Estatuto dos 16, e no Projecto elaborado pola Assembleia de Parlamentares Galegos enviado ?s Cortes Espanholas, se inclu?a umha men?om exactamente igual ? de 1936, que foi suprimida na Comissom Constitucional do Parlamento espanhol que aprovou a redac?om definitva do Estatuto de 1981 (parece ser que nesse sentido f?rom determinantes as pressons de diversos parlamentares leoneses, entre eles, especialmente, Rodolfo Mart?n Villa, conhecedor da galeguidade das terras do Berzo, e da evidente possibilidade de que v?rios concelhos da faixa oriental se acolhessem a esse preceito para pedirem a sua incorpora?om ? Galiza). Ainda mais recentemente, poder?amos citar o caso de diversos concelhos e aldeias situadas fora dos limites da CAG, que ao longo dos ?ltimos 30 anos tenhem declarado a sua inten?om de solicitar a integra?om na Galiza (Enzinhedo, Truchas, a Ponte e Benuza em 1991, O?ncia em 1992, a Veiga de Valcarce em 2001, etc?) Para nom continuarmos a citar exemplos, concluamos por nomear o artigo assinado por 33 pessoas do Berzo, ?Tira por ela Galiza mas Castela nom a solta?, feito p?blico em diversos meios de comunica?om, tanto galegos como leoneses, em Outubro de 2005, e que defendia a legitimidade e justi?a da op?om de reintegrar o Berzo na Galiza se umha maioria da popula?om assim o desejar; ou a exist?ncia de umha pequena for?a pol?tica no territ?rio do N?via-Eu, Alternativa Popular Eu-Naviega, que aposta polo estreitamento de rela?ons entre esse territ?rio e a CAG a todos os n?veis.
Em definitivo, este debate ? umha constante ao longo da nossa hist?ria, da Hist?ria da Na?om galega. Diversos tra?os definit?rios, ling??sticos e culturais, mas tamb?m hist?ricos, geogr?ficos, econ?micos, sociol?gicos? fam com que os territ?rios do Eu-N?via, o Vale do ?bias, o Berzo, a Cabreira e a Seabra fagam parte dessa difusa Galiza irredenta que muitas pessoas, no aqu?m e al?m Eu e Zebreiro, queremos que faga parte, com todos os direitos, da Galiza. Essa ? a nossa proposta. Convencermos a maioria dos e das nossas compatriotas, o nosso compromisso.

???? IGOR LUGRIS

?

Comments are closed.